segunda-feira, 21 de junho de 2021

CRISES E MUDANÇAS


AS PRIMEIRAS GERAÇÕES DO SÉCULO XXI






Em 2025  vamos concluir primeiro quarto do século XXI, período que marca a renovação das gerações. 
Nos últimos 25 anos sofremos transformações profundas, aceleradas,  causadas pela tecnologia digital. 
Ela veio reduzindo drasticamente o espaço físico e ampliando o cibernético provocando uma intensa alteração de hábitos. 

Na verdade, as mudanças não foram drásticas e tão velozes como se imaginava. Tivemos tempo de sobra para nos adaptar. 

O mundo conservador do ensino e da educação, por exemplo, insiste em preservar as salas e aulas presenciais alegando risco de danos ao convívio escolar.  

Considerado um dos quatro pilares desse universo, mas que , na verdade, o Conviver foi apenas uma tentativa vã de preservar costumes antigos do mundo plano. 
As  redes sociais não existiam quando esse tal pilar foi proposto e dogmatizado pela Unesco, mais focados talvez nos riscos de prejuízos financeiros das instituições escolares.   

A morte da sala de aula não tem volta. É real e deve ser rapidamente substituída por novas formas de contato. 

A instantaneidade é a nova ordem social e nenhuma instituição tradicional vai conseguir conter esse paradigma. 

Os negócios financeiros e as atividades comerciais on line já definiram seus modus operandi. Também não tem mais volta. É o Norte mais influente de uma bússola cada mais mais oscilante.

O novo quarto de século não será desastroso ou assustador, apenas será radicalmente diferente daquilo somos e fazemos hoje. 

A nova geração  já vai nascer adaptada à IA e não sofrerá mais os atuais embates de sofrimento psíquico que hoje norteia a vida milhões de pessoas assaltadas pela ansiedade, pânico, paralisia do sono e depressão. 

Tudo isso vai passar e os novos cidadãos do mundo serão bem diferentes de hoje. Eles serão fortes ao seu modo e felizes dentro dos novos padrões que ainda desconhecemos. 
Quem viver verá.






Foto:Verônica Esquive


PRELÚDIO DAS TRANSFORMAÇÕES

No final da década de 1970 a jornalista Marilyn Ferguson era considerada a profissional de comunicação mais bem informada dos EUA, atuando como editora do Boletim Cérebro/ Mente. Era uma época na qual o conhecimento ainda era muito restrito e as novidades científicas e mercadológicas eram consideradas muito valiosas como fator de atualização pessoal e profissional. O boletim tinha uma circulação também restrita e de igual valor informacional e publicava o que havia de mais revolucionário nas tendências e na produção intelectual dos EUA e das nações mais desenvolvidas do planeta. Era um compartilhamento impresso de dados atualizados do livro A Revolução do Cérebro.
No início dos anos 80, Marilyn publica outra obra síntese de movimento de mudanças, com um tom mais ousado, fora dos padrões acadêmicos tradicionais, revelando que as culturas alternativas tiveram um papel preponderante nas transformações que acorreriam nessa nova década. O mundo sofreria mudanças importantes, porém elas não aconteceriam sem antes passam por uma transformação da mentalidade, de valores e de relações humanas. Ela os principais segmentos que seriam afetados e as ferramentas que promoveriam as principais mudanças: as pessoas, os paradigmas científicos, o poder, a saúde e a cura, a educação, a espiritualidade e finalmente as relações pessoais. Das mudanças em cursos e também previstas Marylyn identificou as bases e seu principais observadores e propositores, citando nomes, suas pesquisas e práticas inovadoras , em todos os campos.
Não foi somente ela quem percebeu que o mundo velho está à beira da morte e que outro se preparava para nascer, como fazia Sócrates ao descrever o processo do surgimento das ideias. Em 1976, Alvin Toffler também exibia em tom profético as mudanças específicas no universo da produção, comparando as suas famosas “três ondas” tecnológicas da humanidade. Tofller era mais direto ao tocar na principal ferida do capitalismo: o desemprego. Para eles os empregos ou postos de trabalho desapareciam definitivamente com a falência d mundo industrial, sendo substituído pelo trabalho autônomo.

QUEREMOS SABER O QUE PODE ACONTECER
 
Ferguson e Toffler ainda não conheciam a revolução do PC e da internet quando anunciaram essas tendências transformadoras. Parece que a sociedade só se deu conta do que aconteceria de verdade quando Bill Gates, após liderar a criação do sistema operacional mais impactante do milênio , publicou “ A Estrada do Futuro”.
É sobre todas essas recentes transformações que já se tornaram realidade no mundo atual e outras que virão inevitavelmente com suas implicações que tratamos nesses encontros e propostas de mudança.
Nunca a velocidade do tempo esteve tão acelerado e desnorteado. Nunca registramos tanta alta nos níveis de ansiedade e outros sofrimentos psíquicos com têm ocorrido nos últimos 30 anos.
Precisamos conversar, entender e principalmente compreender o que já mudou, o que está mudando e o que pode mudar num futuro muito breve


FOTUKO, HIKIKOMORI SINAIS DAS CRISES


Já há algum tempo o Japão vem enfrentado os efeitos da sua pós-industrialização, que é a desconstrução da sociedade de massas e busca de um novo modo de trabalho e convívio. Num país rico e bem estruturado, os efeitos dessas mudanças quase não aparecem como um problema gritante, como acontece nos lugares onde o bem-estar social não é tão acessível. Mesmo assim, numa sociedade tecnológica como essas, os problemas existem e desafiam o Estado e seus sistemas.
Como os japoneses lidam com essas transformações sendo uma sociedade conservadora e resistente à certas mudanças? Como eles suportam o intenso sofrimento psíquico que se alastra no mundo atual? A resposta é simples: enfrentamento, com todos os recursos disponíveis, que vão desde as ferramentas de pesquisa e soluções científicas até os meios e marcas mais tradicionais da cultura nipônica diante de situações complexas e desafiadoras.
Com um histórico alto índice de suicídios desde á sua industrialização e a forte cultura competitiva, o Japão tem atualmente mais fenômenos humanos que desafiam a ciência e a tecnologia: primeiro o “Hikikomori”, isolamento doméstico de jovens que se recusam a ter uma vida social e se comunicarem com o mundo exterior. Eles anteciparam em vários anos a experiência de isolamento e relacionamento remoto que o mundo viveria a partir de 2020 com pandemia do Covida-19. Como efeito dessa prática, veio o “Fotuko”, recusar dos adolescentes a frequentar as escolas, num gesto claro de rebeldia e rejeição pelo rígido sistema educacional imposto no país desde à reconstrução após a derrota do Japão na II Guerra Mundial. Não se trata de algo exclusivo do Japão, pois é algo presente em todas as sociedades tecnológicas, mas a forma como esses dois fenômenos se manifestam e são enfrentados é para todos os demais países uma importante referência para compreendermos o que está acontecendo com o mundo nessa transição da vida industrial para o modo de vida informacional.
A pandemia revelou que o Hikikomori e o Futuko são fenômenos humanos mundiais e que colidem frontalmente com o sistema educacional. As crianças e jovens se perguntam por que elas são obrigadas a frequentar ambientes de aprendizagem que não tornam suas vidas melhores nem as preparam para o futuro, como é falaciosamente muito difundido pelos seus insistentes propagandistas e cada vez menos pelos educares e consumidores sensatos desses serviços. Crianças e jovens hoje têm voz na redes sociais e afirmam com convicção vivencial: “Não quero aprender a derrotar meus colegas para que eles se torem infelizes, como são os pais deles e os meus pais”.
No caso do sistema educacional hoje ainda imposto na maioria dos países, o desperdício de recursos materiais e intelectuais são direcionados totalmente a manutenção das despesas e empregos do próprio sistema e não à formação humana que ali deveria ocorrer. No Brasil a maioria das crianças e jovens em idade escolar são analfabetos e não conseguem fazer operações básicas em matemática. Isso denuncia claramente a corrupção e a ineficiência. Ingressam no ensino médio e nas faculdades sem saber ler e interpretar um texto de forma correta. As universidades são obrigadas a aplicar programas de nivelamento para receber essa massa que passou pelo ensino básico sem aprender o mínimo necessário.
A pandemia escancarou essa realidade, que já vinha acontecendo há anos. As escolas estão se mostrando cada vez desnecessárias e a sala de aula industrial foi definitivamente extinta dos processos de formação educacional e qualificação do ensino. E de nada adianta gastar milhões em recursos tecnológicos no aparelhamento do sistema existente e enferrujado se não houver uma completa desmontagem de algo que está emperrado há décadas. A rede escolar - pública e privada - nesse modelo legal e funcional, vive de aparências e está com os dias contados, independente das tentativas de reforma curricular e aparelhamento massivo com equipamentos eletrônicos, cursos de pseudocientíficos e a insistência no conteúdos de informações e práticas obsoletas. A maioria absoluta delas não assimilou e ainda não consegue fazer funcionar o paradigma do “aprender a aprender”. Falam, falam, falam e não praticam, não mudam. Se recusam a trabalhar em um novo formato que não seja o de funções didáticas especializadas e cartorialmente certificadas (os famigerados diplomas), que não têm mais sentido no universo da informação. Antes havia condições sociais e políticas para impor esse modelo. Hoje não é mais possível. O modelo foi atingido irreversivelmente pela transparência digital e a sua consequente desmoralização social. É um modelo que não tem nenhuma relação de reciprocidade com a sociedade atual e com o mercado de trabalho. Insistir na sua continuidade é alimentar o desperdício e a aceleração da sua decadência já em curso.
No mundo empresarial esse fenômeno também existe, óbvio, porém é combatido mais rapidamente, pelas constantes trocas e renovações funcionais exigidas no mercado de negócios. Mesmo assim, registram-se grandes perdas em muitos setores, logo engolidos pela asfixia financeira, fruto da incapacidade de gerenciamento nas organizações na adaptação às mudanças. Daí as constantes reclamações e gritarias inúteis de empresários sobre as interferências negativas dos sistemas governamentais (não estamos falando de regras do Estado, como os tributos e normas sócias e sim de políticas públicas), seja em forma de ingerências de obstáculos ou a ausência de fomentos geradores de riquezas.
A verdade é que todos, sem exceção, precisamos nos educar e nos preparamos permanentemente para as crises. Elas são constantes e contínuas. Portanto, não se deve combater crises de enchentes represando os rios e as marés, pois elas são naturais e até salutares. O que se deve combater são formas ineficientes de enfrentamento das crises.
Foto: Verônica Esquive


PERCURSO DE MUDANÇA

A proposta desse percurso é buscar mudanças na vida pessoal e profissional. É também criar situações e oportunidades para conhecer, refletir e desenhar o nosso futuro.
A falta de tempo e de situações propícias para a mudança sempre aprecem como obstáculos e desculpas para essas mudanças não sejam feitas. Nossos corpos e nossas mentes são mestres da dissimulação e do fingimento e sempre tentam nos enganar, para nos manter adaptados na zona de conforto, nos protegendo contra perturbações transformadoras.
Para tanto, temos que fazer duas importantes ações para realizar descobertas de conhecimento e autoconhecimento. E também trocar experiências.
A primeira ação já foi feita, que foi a decisão de participar desse evento. A segunda ação é utilizar corretamente as informações para realizar essa mudança.
Este percurso de aprendizagem vai direto ao ponto. Vivemos um novo paradigma de tempo e dinâmica social. O ensino nas sociedades avançadas exige aplicação imediata à realidade do mercado e com profundidade cultural.

O IMPACTO DA IA NOS PRÓXIMO DEZ ANOS




IGN BRASIL

Democratização da IA

Não é preciso ser um gênio para adivinhar que a inteligência artificial seria uma das protagonistas pelo menos nos próximos anos. Contudo, o mérito de Gates reside no fato de ter descrito com bastante fidelidade como se daria a democratização da inteligência artificial.

As previsões de Bill Gates para 2024 já estão começando a ser cumpridas (pelo menos em relação à IA)
Gates definiu a integração da IA nos celulares como uma forma de democratizar o acesso da maioria da população aos benefícios educacionais e integrativos que a inteligência artificial proporciona. Há pouco tempo, Samsung e Google apresentaram a materialização dessa previsão, integrando IA ao sistema operacional de seu carro-chefe.

Neste desenvolvimento, a IA é integrada no Android como um assistente virtual para facilitar a experiência do utilizador de forma nativa, sem ter que recorrer a aplicações ou serviços de terceiros. A Samsung, inclusive, voltou atrás e retirou vários aparelhos antigos da lista dos dispositivos que receberão a IA.

A ciência e IA

Outra previsão de Gates para 2024 era que a inteligência artificial serviria como força motriz para avanços científicos no desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos mais eficientes. Ter modelos de inteligência artificial generativos mais poderosos e melhor treinados permite que os cientistas economizem tempo em suas pesquisas com simulações mais precisas.

Uma boa prova de que graças ao motor de IA se avança nesta área é a descoberta de novas vacinas baseadas em mRNA contra a calvície, contra o colesterol elevado ou contra o melanoma. Não há dúvida de que ainda há um longo caminho de desenvolvimento para encontrar uma vacina para o HIV ou métodos de diagnóstico precoce baseados em IA, mas em um único mês de 2024 já começaram a ser observados avanços importantes nesse sentido.

IA como vetor de desenvolvimento

Um dos segredos da espetacular alta no preço das ações da NVIDIA – e de seus gestores – tem sido o bom desempenho de seus chips em termos de inteligência artificial. Este domínio absoluto do mercado de processamento de IA abalou os alicerces da indústria de fabricação de chips, despertando seus protagonistas do sono autocongratulatório em que estiveram imersos durante anos.

Mais uma vez, Bill Gates não se enganou ao afirmar que a IA será o principal vetor de desenvolvimento não só de 2024, mas também da próxima década. A alta demanda por chips para IA fez com que Intel e AMD parassem de olhar só para gráficos de computadores e jogos, para se concentrarem no desenvolvimento de chips otimizados para IA.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

MUDAR É A NOVA ORDEM

Bem vindo à todos. Os conteúdos aqui reunidos vem sendo aplicados em diversos ambientes de aprendizagem pelos quais passamos no ensino super...