segunda-feira, 21 de junho de 2021

O QUE JÁ MUDOU E O QUE VAI MUDAR

 




P 1 - O QUE JÁ MUDOU E O QUE VAI MUDAR


Já vão para duas décadas que o século XX acabou. Aos poucos o mundo industrial está desparecendo da forma como foi prevista e um outro mundo, o informacional, vai se desenvolvendo de maneira totalmente diferente da qual imaginamos.

Essa mudança do mundo mecânico e analógico para universo eletrônico digital tem provocado verdadeiros distúrbios em todos os segmentos, causando graves perturbações nos ritmos sociais e principalmente nas pessoas.

O desaparecimento crescente dos postos fixos e o surgimento de novas dinâmicas de trabalho e de distribuição de riquezas são provas incontestáveis dessas transformações. Elas são sempre rápidas e surpreendentes.

Não é por acaso que registramos, em escala mundial, o aumento generalizado da violência e o surgimento de epidemias emocionais e de doenças mentais. Isso já aconteceu em outras transições sistêmicas históricas.

Vivemos uma época de intensa inquietação e expectativas, como viveram as pessoas que presenciaram o surgimento do comércio e das cidades na antiguidade ou então das máquinas na revolução industrial. Como eles, vivemos em busca de respostas para perguntas que ainda não sabemos fazer. Esse novo universo chama-se Complexidade. Superamos o mundo plano dos territórios físicos (geocentrismo); ultrapassamos o mundo das engrenagens e da física mecanicista (heliocentrismo) e agora ingressamos aos poucos na complexidade e na incerteza dos buracos negros.Nesses momentos nos sentimos sem chão, sem as nossas identidades e sem os nossos endereços criados pela sociedade gregária e sedentária. Parece que voltamos à infância e ao período crítico das dúvidas da adolescência da humanidade.



STATUS QUO?

Quem é você, que posição ocupa, qual a sua origem?

Essas eram as perguntas que os romanos faziam quando percebiam que alguém estranho ou de comportamento divergente estava causando algum tipo de perturbação na vida social deles. Quando chegamos nesse ponto de fazer os questionamentos sobre a nossa incapacidade de compreender o que está acontecendo com o mundo e também conosco, vem à tona outra questão histórica?

Que educação recebemos para enfrentar esse novo mundo e esses novos problemas? Para que servem atualmente o ensino das nossas escolas e o conhecimento que elas transmitem? Estamos no caminho certo?

No século XIX , quando o mundo estava no auge da revolução industrial, os ingleses, como foram os romanos na antiguidade, eram os senhores do mundo capitalista e já se perguntavam como deveria ser a educação das futuras gerações, para que suas conquistas fossem preservadas. Eles chegaram à conclusão de que seria impossível prever o futuro nesse sentido. E imitaram os romanos, optando viver como os gregos, que não valorizavam muito os conteúdos e sim as experiências do conhecimento. Afinal, os gregos e os romanos desapareceram, mas ficaram suas experiências.

Serão válidas as experiências dos ingleses ou dos japoneses da era industrial? O Vale do Silício, principal ponto de mutação científica e tecnológica atual, usa algum conhecimento do taylorismo ou toyotismo para sua economia diferenciada e suas empresas startups?

Hoje as nações mais ricas e poderosas vivem o mesmo dilema dos ingleses e dos romanos. E surgem novas e sempre incômodas equações a serem decifradas.

Que tendências definirão as mudanças desse novo século?

Que educação vai preparar essa geração para o futuro incerto e imprevisível?

Quais profissões já desapareceram e vão desparecer nos próximos anos?

Que profissões surgirão nesse novo cenário social?

Quais serão as novas necessidades humanas?

Que conhecimentos e tecnologias serão dominantes?

Como será mundo e as pessoas do futuro?

O que termos que saber para viver nesse mundo novo?



QUO VADIS?


Onde vais? O que pretende? Onde quer chegar?

Essas eram outras perguntas que os romanos faziam para os que social e geneticamente representavam uma ameaça ao sistema social deles.







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